No balanço de um ônibus rumo ao Rio Aquidauana, na sombra de um hibisco que vira confessionário, ou na dose de cinquenta centavos dividida no balcão do boteco: a vida acontece nos detalhes.
Em Isluis e Sêo João, o autor Aloízio de Oliveira — sob o afetuoso alter ego de Isluiz — abre o baú de suas memórias mais valiosas para nos apresentar a um personagem inesquecível. Sêo João era um peão rústico, vinte anos mais velho, que trazia o estalo da lida do campo para o asfalto de Campo Grande.
Entre namoros conturbados, remédios “naturais” milagrosos e o humor afiado dos causos de fazenda, estas crônicas são um mergulho profundo no cotidiano urbano e rural do Mato Grosso do Sul. Mais do que isso, são o retrato de uma amizade pura, daquelas que o tempo não apaga e que nem a morte consegue fazer tomar a saideira.
Uma leitura leve, tragicômica e profundamente humana.
P.S. O livro está pronto!