VOLTANDO AOS POUCOS (OU TENTANDO)

Ainda ando meio confuso com a cronologia e, às vezes, me perco nos horários. Não lembrar o dia da semana nem o dia do mês não é tão preocupante enquanto eu ainda me recordo do ano. Primeiro de janeiro foi numa quinta-feira, mas para mim era domingo: missa às nove na Matriz, almoço em família, o caneco entornado e a expectativa de assistir ao Fantástico.

Justifico essa confusão pela quebra da rotina. Por mais que eu queira postergá-la, ela voltará logo. Quem dera todos os dias fossem domingo.

Fiz uma programação de atividades para as férias e acho que cumpri a maioria. Ainda não li nenhum livro, mas já assisti a alguns filmes. A fila dos vídeos é longa e, para começar, Uma Cilada para Roger Rabbit! — um filme de 1988. Assisti acompanhado da Clarinha, lá no Cine Campo Grande II. Por onde anda a Clarinha? Revendo o filme, passei a limpo, trinta e cinco anos depois, o enredo da história. Algo parecido aconteceu com De Volta para o Futuro. Esse eu não assisti na época, nem mesmo na Sessão da Tarde; conhecia apenas recortes. Ao vê-lo inteiro, surpreendi-me — e de forma positiva. Não sei se esses filmes teriam mudado alguma coisa na minha vida, se eu tivesse me sentido tão impressionado quanto me senti agora. Só sei que sou o que sou, mesmo sem todo esse impressionismo.

Sobre a Clarinha… naquela noite minha cabeça estava ocupada por outra preocupação. A sessão era a última, e eu a levaria para casa, lá no bairro Novos Estados, com direito à Rua Vitório Zeolla deserta. Eu não conseguia pensar em outra coisa além do desempenho do Corcel 73, que naquele dia estava “batendo biela”. Eu poderia ter marcado para outro dia, mas, se não fosse aquele, eu nunca mais iria ao cinema com a Clarinha — como, de fato, nunca mais fui.

Se eu prometer que amanhã começo um livro escolhido aleatoriamente na estante, vocês acreditariam?

Registro aqui o que já cumpri do que estava programado: troquei as câmaras de dois pneus das bicicletas; dei por encerrada a vida útil do secador de cabelos, depois de vinte e sete anos de serviços prestados. Sobre as bicicletas, está previsto um passeio ciclístico com integrantes da família.

Também acho — e isso não é pouco — que tenho um livro autoral editado, depois de muito trabalho. Talvez seja por isso que o tempo tenha passado assim, meio sem pedir licença.

Revisão editorial com apoio do ChatGPT (OpenAI).

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