ENCONTRARAM MARIA E O MENINO.

Em algum momento, enquanto cuidamos de nossas atividades diárias, imersos em preocupações, cansaços e adversidades que nos inquietam, somos surpreendidos pela visita de anjos. Eles não chegam rompendo o cotidiano, mas atravessando-o. Falam-nos ao coração: não temas. Anunciam, com grande alegria para todo o povo, que já nasceu um Salvador. E dizem que basta ir ao encontro d’Ele, de sua Mãe e de seu Pai.

Mas o que se espera encontrar quando se vai, apressadamente, ver Maria e o Menino?

Talvez esperemos alegria evidente, gratidão imediata, respostas claras, um profundo sentido de propósito que dissipe todas as nossas inquietações. Ir ao encontro de Maria parece, à primeira vista, um caminho seguro: ela é a Mãe do Salvador, e a visita apressada revela zelo, desejo sincero de confirmar o anúncio, vontade de compartilhar aquilo que foi ouvido.

Depois da visita dos anjos, dizemos uns aos outros, como os pastores: vamos ver o que aconteceu, vamos ver aquilo que o Senhor nos contou. E vamos depressa. Movidos mais pela Palavra recebida do que por certezas, mais pela confiança do que por garantias.

Ao encontrar Maria, José e o Menino deitado na simplicidade da manjedoura, algo nos desconcerta. Não há sinais de grandeza, não há explicações, não há espetáculos. Apenas um Menino, uma Mãe silenciosa e um Pai atento. É ali, diante dessa simplicidade desarmada, que nossas preocupações — antes tão absolutas — revelam-se pequenas, quase frágeis, talvez até desnecessárias.

Contamos a eles o que os anjos nos disseram a respeito daquele Menino. Ficamos admirados. Não porque tudo esteja claro, mas porque algo faz sentido de um modo novo. Maria, a Mãe, guarda todas essas coisas no coração e pensa longamente nelas. Ela não responde às nossas perguntas; ensina-nos a acolhê-las.

E então voltamos. Voltamos aos nossos campos, às mesmas tarefas, às mesmas responsabilidades, à mesma vida de antes. Nada mudou por fora. Mas tudo mudou por dentro. Voltamos louvando a Deus pelo que ouvimos e vimos, porque percebemos que tudo aconteceu como o anjo havia anunciado, não do modo como imaginávamos, mas do modo como Deus escolheu.

A provocação permanece: estamos preparados para encontrar Deus na simplicidade? Para não nos decepcionarmos com um Salvador que se apresenta pequeno, silencioso e vulnerável? E, depois do encontro, o que faremos com essa mensagem quando retornarmos aos nossos “campos”?

O Natal não termina na manjedoura. Ele começa exatamente ali, quando, transformados pelo que vimos e ouvimos, aprendemos a viver o cotidiano com outro olhar, outro coração e outra esperança.

Com apoio editorial do ChatGPT (OpenAI).

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