Nossos Jogos Internos

Existe um jogo disputadíssimo em que torcemos juntos pelo mesmo time, mas também existem forças oponentes que desafiam nossa capacidade de acreditar que o placar nos será favorável. A bola que estamos levantando, muitas vezes, é cortada quando ensaiamos os mesmos passos como em quadra. Se houve alguma invasão, não sacamos o momento certo, apenas tentamos driblar a situação e seguir. Se queimamos a largada, juramos: fomos precipitados, sem más intenções. Isso foi apenas uma explosão emocional na esperança de ver alguém que queremos, no pódio. Estes três passos, que somados a tantos outros, foram os únicos reparados: julgados, mal interpretados, marcados como faltas. Nos cartões coloridos fomos advertidos sobre limites que talvez não tenhamos compreendido a tempo. Se disserem que nosso tempo está chegando aos acréscimos, consideraremos que ainda dá tempo. Nossas partidas decisivas ainda não aconteceram. Vivemos olhando sempre para a próxima fase, sem sequer sabermos se estaremos nela. E é bom que saibamos: Toda grande lembrança é construída também em minutos de silêncio, na resistência após o cansaço, no respeito aos verdadeiros atletas e na coragem de permanecer em jogo até o apito final.

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