O Evangelho de ontem (segunda-feira, 31/08), Lucas 4,16-30, traz mensagens fundamentais de identidade, coragem e ação apostólica para os Homens do Terço. Naquela passagem, Jesus proclama sua missão na sinagoga de Nazaré e enfrenta a rejeição de seus conterrâneos. Como bem disse o Irmão Carlos: “Santo de casa não faz milagre!”. Os Homens do Terço, estando em casa, também não fazem milagres, mas não se cansam de buscá-lo.
Em Lucas, Cristo se apresenta como o ungido pelo Espírito para evangelizar, libertar e curar. Os Homens do Terço não são apenas um grupo de oração contemplativa, mas um exército espiritual. Os homens que rezam o terço recebem a missão de serem os “ungidos” nas suas casas e comunidades, levando a Boa Nova aos necessitados através do exemplo, da caridade e da palavra ativa.
Jesus afirma que “nenhum profeta é bem recebido em sua própria terra” e enfrenta a fúria daqueles que o conheciam apenas como o “filho de José”. O lugar mais difícil para um homem testemunhar a conversão costuma ser dentro da sua “própria casa”, no trabalho ou entre amigos de longa data. Um verdadeiro complexo de “Gabriela”: de quem acha que nasceu assim, cresceu assim e será sempre assim! O Evangelho mostra que os Homens do Terço não devem desanimar ou recuar quando encontrarem resistência, piadas ou descrença por parte daqueles que conhecem o seu passado. A fidelidade a Deus deve ser maior que o medo da rejeição social.
Os nazarenos rejeitaram a Cristo porque achavam que já sabiam tudo sobre Ele, fechando o coração para a novidade de Deus. É um alerta contra a hipocrisia e a soberba espiritual. Rezar o terço toda semana não pode virar uma rotina mecânica ou um escudo de falsa santidade. Esses homens devem permitir que a Palavra de Deus confronte suas atitudes diárias, gerando uma conversão real no modo de tratar a esposa, os filhos e os negócios.
Diante da tentativa do povo de lançá-lo do precipício, Jesus simplesmente “passou pelo meio deles e seguiu o seu caminho”. Ele não parou a missão por causa da hostilidade. O mundo atual impõe muitas pressões e ideologias que atacam a fé e a família. Os Homens do Terço precisam dessa mesma firmeza de Cristo: manter a postura firme, não entrar em discussões violentas ou infrutíferas, “passar pelo meio” das tribulações e continuar caminhando de cabeça erguida na presença do Senhor.
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