ORGANIZAÇÃO A SERVIÇO DA CARIDADE

O VERDADEIRO SENTIDO DO SIM

Ser vicentino é dizer “sim” ao serviço a quem mais precisa. Lembramos que a caridade é uma via de mão dupla. Muitos são os necessitados e nós também somos. Por isso, acolher os necessitados é também um ato de cuidado conosco. Quem são os necessitados? Essa missão não é isolada nem se separa da humildade. É a humildade unida à organização que conduz nossos trabalhos com transparência e clareza. O livro deste ano nos provoca a avaliar o hoje: como está a nossa prática fraterna e a da nossa SSVP?

A ÁRVORE DA CARIDADE E SUAS INTERRELAÇÕES

Durante a formação, fomos inspirados pelo desenho da “Árvore da Caridade” e suas interrelações. São raízes e galhos que se interdependem em suas existências. Ela nos lembra a semente de girassol, que precisa ser cultivada e bem cuidada para seguir sempre em direção à clareza. Esse caminho exige discernimento. É uma escolha reservada a quem decide com liderança e com amor.

MISSÃO E CUIDADO HOJE

Afinal, nós não somos voluntários; somos missionários! Interessa-nos o presente do que está acontecendo com nossos assistidos. Para isso, fica a pergunta: estamos nos cuidando para poder cuidar de outros? É com alegria, coragem e confiança que se vive a verdadeira caridade. Tudo o que fazemos é obra do Espírito Santo. O trabalho vicentino exige escuta atenta.

LIDERANÇA COMPASSIVA E PARTILHA

Existe uma liderança compassiva que só se exerce através da humildade. Propor o diálogo a quem se julga “dono da verdade” é um profundo gesto de amor. A lógica da oração e da ação vicentina é a partilha. Líderes em suas organizações admitem erros, corrigem rotas e protegem equipes. O que significa isso na SSVP?

QUEM NÃO VIVE PARA SERVIR, NÃO SERVE PARA VIVER

A frase que melhor resume o trabalho vicentino é: “Quem não vive para servir, não serve para viver”, atribuída a Mahatma Gandhi. Para ele, a vida humana encontra sentido no serviço aos outros, seja em contextos sociais, comunitários ou espirituais. Ela resume também a nossa vocação, longe de qualquer tom poético. Quem se encontra na vocação perde-se na servidão bendita aos outros. Se alguém quer ser o primeiro, que seja o último. O próprio Jesus nos ensina: “o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir” (Marcos 10,45). Servir com amor, sabedoria e respeito é a nossa verdadeira grandeza. Que nossas escolhas diárias sejam sempre inspiradas em Cristo.

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